Salve, Nação!
A arte de fazer o simples parecer complexo. Técnicos de futebol são professores, mestres, e até mesmo doutores neste assunto. Qual é o segredo para montar um time vitorioso? Será que existe segredo mesmo?
Os melhores times depois da Era Garrincha-Pelé (Flamengo-80, São Paulo-90, Barcelona-atual) tem em comum algumas características, como o toque de bola, muita movimentação, entrega dentro de campo e um objetivo claro: balançar o máximo possível as redes adversárias. É óbvio que um time bem treinado e escalado vai superar seus adversários na maioria dos confrontos. Esquemas táticos ganham jogo desde que sejam utilizados para aproveitar o que seus jogadores tem de melhor. Se um time é limitado tecnicamente, o técnico tem que pensar em uma maneira de aproveitar as outras virtudes dos jogadores que estão a sua disposição.
No caso do Flamengo, Joel está insistindo com uma formação semelhante à que utilizou em 2007, quando levou o time do último ao 3º lugar, alcançando a vaga na Libertadores. O problema é que o comandante parece só lembrar da parte boa da história. Até a chegada dos reforços, sua vida também não estava fácil em 2007. Com a contratação de Fabio Luciano, Ibson, Cristian, e por que não, Maxi Biancucchi, o time foi armado em torno de uma espinha dorsal, com liberação dos laterais, e saída de bola sempre buscando Souza, que fazia muito bem o papel de pivô. Não é preciso dizer que uma fórmula bastante conhecida também foi utilizada: experiência + juventude.
Foram armadas duas linhas de 4 jogadores cada, e à frente da segunda linha, contávamos com um meia-atacante que flutuava pelos lados do campo, e um pivô. O Flamengo daquele ano defendia com, no mínimo, 6 ou 7 jogadores, e atacava com o mesmo número. Vale ressaltar o excelente condicionamento físico da equipe no momento, além da média de idade que ajudava.
Passados 5 anos, o treinador continua fixado a um esquema tático que depende demais dos laterais, da qualidade dos defensores, e da rapidez na recomposição da marcação. Natalino não dá o braço a torcer, e parece não entender porque este sistema não está funcionando. Não é necessário ser um PhD em futebol para descobrir o motivo do fracasso: as peças de hoje não se encaixam no esquema de ontem.
- O Flamengo de hoje carece de um lateral-esquerdo, pois Léo Moura já está 5 anos mais velho, e não tem com quem dividir o trabalho de levar o time à frente e voltar para defender o tempo todo.
- A dupla de zaga não inspira confiança. Gonzalez rebaixou-se ao nível dos péssimos zagueiros que já estavam pela Gávea: Welinton, David Braz e Gustavo.
- Apesar de muitos afirmarem categoricamente que o Flamengo joga com 4 volantes, analisando friamente, atuamos com somente um de ofício, e alguns momentos, com apenas 2 jogadores para proteger a defesa. Os outros não tem tanto poder de marcação, e são extremamente lentos, o que praticamente freia as chances de contra-ataques, e prejudica a reposição da defesa.
"No campo, o volante se posiciona à frente da linha de zagueiros, protegendo a entrada da área, recuperando a bola e fazendo a ligação entre a defesa e o meio-campo." - Clique aqui para ler o tópico completo.
- O time tem muitos jogadores acima dos 30 anos, principalmente do meio para a frente, além do principal lateral do time.
- Uma andorinha só não faz verão, e não dá para viver só de Love. Sendo assim, não adianta forçar o jogo o tempo inteiro em cima do camisa 99. Ele está salvando lá na frente, mas não está sendo suficiente.
- Com 38 empates não dá para ir à Libertadores.
Se Joel não conseguiu enxergar isto até agora não tem mais jeito. A multa é de 1,4MM, o que parece um problema bem pequeno perto do desfalque que Ronaldinho dará aos cofres do Mais Querido. A vitória contra o Coritiba neste sábado às 18h30m pode até dar uma sobrevida ao Natalino, mas sua saída deve acontecer até a 5ª rodada.
É preciso um choque de ordem, e algumas ações devem ser feitas, seja qual for o técnico escolhido:
1) Barração da Aberração Welinton
2) Magal cantar para subir (em outro terreiro)
3) Sangue novo no meio com urgência, com Airton, Ibson e 2 moleques. E de preferência, que um dos moleques não seja apenas um mero carregador de bola. De todos os que já entraram, até agora nenhum deles mostrou esta característica. Seria legal ver o Adryan no meio dos marmanjos. Pior do que está não fica.
Futebol não é ciência, não é bicho de sete cabeças.
São onze homens em campo. Qual é o segredo?
Rumo ao Hepta!
Magia Neles!
André China
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